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Qual é a sua marca no Planeta? PDF Print E-mail
Written by Alexander Van Parys Piergili   
Monday, 15 September 2008 23:32

blue_marble_medium

 A Terra tem limites.

 Este foi o entendimento trazido por uma das imagens mais distribuídas de todos os tempos, a fotografia conhecida como “Blue Marble” (bolinha de gude azul), imortalizada pela tripulação da Apolo 17 em sete de Dezembro de 1972.  A “Bolinha de gude azul” foi a primeira imagem nítida de uma face do planeta Terra iluminada. A partir dela, passamos a conhecer nosso planeta também como a “nave espacial Terra”, fazendo referência à pequena bola azul que vaga pelo espaço sideral carregada de todas as formas de vida que conhecemos.

Em tempos de mudanças climáticas, desmatamento da Amazônia, superpopulação, mega-cidades mal planejadas, alta dos preços dos alimentos e uma vasta infinidade de preocupações prioritárias para a sobrevivência dos sistemas vivos que compõe a biosfera, uma simples pergunta parece permanecer sem resposta: O que eu posso fazer?

 

Muito. Se nosso planeta ficou conhecido como “a nave espacial Terra”, hoje mais do que nunca podemos nos considerar como a tripulação que pilota a nave. Temos a capacidade de decidir política e tecnologicamente qual será a concentração ideal de gases de efeito estufa (GEE) presentes na atmosfera, qual será o tamanho de nossa mordida nos recursos naturais disponíveis como cardumes de peixes, florestas naturais, rios, lençóis subterrâneos e espaço terrestre. Mais do que o tamanho da mordida, podemos decidir também quem morderá o que.

Segundo a Global Footprint Network (Rede Global da Pegada Ecológica), organização não-governamental que realiza pesquisas científicas sobre Pegada Ecológica, no dia 23 de Setembro de 2008 a humanidade terá consumido toda a área de terra disponível para produzir seus bens de consumo e absorver seus resíduos para este ano, com a tecnologia atualmente disponível. Isso significa que, se os recursos naturais do planeta forem considerados como uma conta bancária, a humanidade ficará no vermelho por 99 dias, e começará o ano de 2009 com a conta comprometida. Voltando à nave espacial Terra, seria o mesmo que dizer que o combustível da nave acabou antes mesmo dela chegar ao seu destino. 

A Pegada Ecológica é uma metodologia científica utilizada para calcular com bastante precisão qual é a capacidade do planeta Terra de regenerar seus recursos naturais anualmente, absorver os resíduos gerados por toda a atividade industrial e não industrial e, finalmente, cruzar estes dados com informações sobre o consumo de recursos naturais pela espécie humana. Ou seja: calcula o saldo de quanto produzimos e quanto consumimos. E segundo os dados disponíveis, estamos consumindo mais do que a Terra pode produzir. 

Mas como isso é possível? 

É possível consumir mais do que o planeta produz por que a Terra possui uma “poupança” de recursos naturais que permite este consumo excessivo por um determinado período de tempo. Quanto mais gastamos a poupança da Terra, menor sua capacidade de regeneração ou, como em um investimento bancário, menores são os retornos financeiros.

overshoot_2008

 

No caso da Terra, o retorno ao investimento é a capacidade do planeta de regenerar os recursos naturais fundamentais para todas as espécies que o habitam. Diferente de um investimento bancário, a escolha de como aplicamos este capital tem conseqüências vitais ao menos para a humanidade. 

A boa notícia é que com os recursos científicos, tecnológicos e informações disponíveis hoje, cada tripulante da nave espacial Terra tem em mãos instrumentos de navegação que fornecem dados importantes sobre o desempenho da nave, e permitem a tomada de decisões baseada em informações consistentes, de modo a manter seu bom funcionamento. Na página da Internet do WWF (Fundo Mundial para a Natureza), existe uma calculadora que, através de perguntas simples sobre nossos hábitos cotidianos, coleta informações fundamentais para calcular a pegada ecológica de uma pessoa. Após o preenchimento das respostas mais adequadas, é possível ter uma boa idéia do impacto que cada um de nossos hábitos causa sobre o Planeta Terra, e a partir daí tomar decisões que definirão a saúde de nosso lar comum. É interessante notar a relação diretamente proporcional entre consumo excessivo de bens industrializados e pegadas grandes. 

Então não posso mais consumir? 

Pode. Mas é importante notar que tanto a quantidade como a qualidade do que consumimos reflete diretamente sobre o tamanho de nossa Pegada Ecológica. Assim, não basta reduzir o consumo, mas talvez mais importante, consumir as coisas certas. O consumo é um ato político embutido de nossos valores e princípios mais fundamentais, e decidindo onde investir nossos recursos financeiros, indiretamente estamos decidindo que cadeias produtivas, produtos e serviços queremos perpetuar, e para que rumo e direção queremos levar nossa bela e pequena “Bolinha de gude azul”.

 

 

 

 

Comments (5)Add Comment
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written by Guilherme Ferrão, September 24, 2008
parabéns alex, muito bacana, conscientizador e elucidativo..
estou replicando no meu mailing
inte, abraço, gui
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written by Claudiomar S Santos, April 26, 2009
Parabens pela obra, maravilhosa!!!
Está nítida em minha memória a imagem dos dois sítios, por parte de pai e de mãe, duas famílias agrícolas, num tempo em que não tínhamos eletricidade, supermercados, rádio, ..., ... Isto JUNTO à capital, Porto Alegre... Por volta de 1962, memórias de infância... Não havia hospitais, transporte, tudo o que hoje temos estava começando... Usávamos lenha, tijolos de barro, vertentes, poços, plantávamos, caçávamos, pescávamos, luz de lampíão ou bugio (candeeiro), fogão a lenha feito em casa, fornos de barro, moinho rústico para farinhas, ... Usávamos carroças, carretas, os que gostavam faziam os palheiros (cigarros de palha), ... Sempre alguem da família ou vizinhança era versado em curas e remédios... No caso era minha avó por parte de pai... Divertimentos não faltavam... Alías, era tudo diversão... Tínhamos campos de futebol, cavalos, corridas de cavalos, caça, torneios de tiro, ... E muito mais... Víviamos em autosuficiência profunda e, para nós, era o normal... A criação de porcos, gado, cavalos, galinhas nos abasteciam de produtos como carne, azeite, ovos, esterco, ...

Naquela época quem trabalha para o governo pagava com vales...Era uma vergonha... Com este tipo de vida o recolhimento de impostos de toda esta gente era mínimo... TODOS moravam, trabalhavam, FICAVAM PERTO uns dos outros... Transportes só de curta distância... O consumo era à vontade mas do necessário, não se forçava o dito, consumíamos para viver, não vivíamos para consumir... Não se tinha agrotóxicos, qualquer química... HOJE FORÇAMOS o consumo para ocupar e viabilizar uma sociedade de "especialistas"... Cada um faz UMA coisa... O afastamento é incentivado, tudo que leve a mais consumo é bem vindo. Um aumento de lucro constante e obrigatório não era o objetivo. Doentes que não pudessem ser curados por rezas, chás, curas conhecidas da comunidade, morriam com dignidade, junto aos seus, sem penarem sendo remendados, vidas extendidas de forma indigna... Simplesmente, se não tinha condições, se morria... Tínhamos nossa própia garantia de dignidade na velhice, velávamos e enterrávamos nossos mortos. Velhos eram muito valorizados e crianças muito bem vindas...

Meu pai, em busca do INSS e possível aposentadoria, nos trouxe para a capital, empregado como motorista, taxista, fábrica de cerveja, ... Me formei como técnico em 1973 e me aposentei após 30 anos encerrado dentro de laboratórios de telecom das grandes companhias... Só parei qndo o excesso de tensão me causou uma isquemia com sequelas visuais, o que me aposentou... HOJE procuro implementar uma autosuficiência PARCIAL, DENTRO da própia cidade... SEM retorno ao ambiente agrícola... Hoje é quase tudo mecanizado e um retorno de muitos, já sem experiência, sem tradição, resultaria na miséria de muitos... Tendo experimentado a vida sem comprar TUDO, conforme descrevi, estou concretizando a aplicação de uma OPÇÃO de vida para os muitos que tem um terreno 10 x 30 nos bairros das cidades... A idéia é aliviar o sistema público de uma tarefa para a qual já não tem mais condições... É muita gente SÓ consumindo, GERANDO problemas, ... SEi que dá e vou conseguir se a saúde e o tempo que me resta for suficiente. Agua, energia, segurança, alimentação, ... Meus tios plantavam em áreas pequenas (uns 40 por 100 metros cada um no máximo)... Eles TINHAM tudo, plantavam um excedente apenas para, se possível, comprarem o que não era possível produzir... Normalmente este item tambem era DESNECESSÁRIO... Modernismo criador de problemas... Quando começaram a adquirir rádios foram desfazendo os grupos musicais, parando de tocar instrumentos, cantar,... O rádio mostrava COMO ERAM ruins e os PROFISSIONAIS encantavam à todos... Usando a internet para complementar as informações que preciso pretendo me tornar auto suficiente COMO OPÇÃO... Se a água pública falhar..., tudo bem... Energia, alimentação, ... Consumir por consumir, para que outros tenham função..., ter o que não é necessário, ... Isto é escravidão e indignidade... Desnecessária, já resolvemos isto... O modelo que se criou tem de ser AJUSTADO, não eliminado...

Parabens pela OBRA. Vou usar o que disponibilizarem em infomormação neste meu objetio, no site já tem uma quantidade enorme de SOLUÇÕES aplicadas que podem ser ADAPTADAS para minha autosuficiência parcial urbana.

ABS
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Poderiam responder?
written by Beelle, May 29, 2009
não era o que eu queriia smilies/cry.gif smilies/angry.gif

se desse pra vcs me respondereem.

O que significa dizer que a Terra está em uma zona ecologica do espaço sideral? smilies/kiss.gif
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written by Beelle, May 29, 2009
Gooosteei.' smilies/grin.gif
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written by Beelle, May 29, 2009
see deereem manda por e-mail.' ok?
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Last Updated ( Tuesday, 23 September 2008 22:27 )